Limpeza de Dutos de Ar Condicionado
A síndrome de Edifícios Doentes e a Qualidade do Ar Interior viraram recentemente (meados de 1998) tema de alta exposição na mídia em função de fatos passados com figuras da mais alta representatividade social e política. O que se viu então foram análises e reportagens que nem sempre primaram pela isenção, e ensejaram o aparecimento de entidades que tomando a parte pelo todo se apresentaram como os detentores de soluções globais de um problema que os transcendia.

O trabalho que aqui se apresenta pretende dismitificar algumas idéias veiculadas e colocar o ar condicionado na posição correta de suas responsabilidades, que as poderá ter, e nos méritos que também poderá reivindicar e fornecer aos militantes do setor uma ferramenta de trabalho. A Proquim, após longa pesquisa e treinamento de seus técnicos, procurou desenvolver este trabalho com intuito de servir a comunidade, nossos clientes, amigos e colaboradores. Se, aos que tiveram a paciência de o ler, alguma informação útil acrescentar, será recompensa suficiente ao trabalho desenvolvido.

Os anos 70 foram um marco importante nos problemas futuros de Qualidade do Ar Interior. Com o segundo choque do Petróleo, a preocupação com os custos de energia levou à revisão de diversas normas utilizadas no mundo e as quantidades de ar exterior mínimas exigidas para efeito de diluição de cheiros, odores e renovação de ar, foram drasticamente diminuídas. Como exemplo significativo, a ASHRAE STANDARD que exigia antes 17 m3/h (10 cfm) por pessoa em escritórios, permitiu pela norma de 62-1981 que esses valores fossem baixados a 8,5 m3/h (5 cfm) por pessoa. Ao mesmo tempo, a automação cada vez maior dos escritórios aumentou a geração interna de amoníaco e ozônio. Utilizam-se cada vez mais materiais plásticos feitos de derivados de petróleo, madeiras compensadas, carpetes, tendo como conseqüência liberação lenta porém contínua de formaldehido e outros compostos voláteis orgânicos. Daí à constatação de que pessoas que freqüentam certos edifícios apresentam sintomas como os descritos abaixo, e que esses sintomas desaparecem ao deixar de freqüentar o edifício: Criou-se então a definição de "Síndrome de Edifício Doente", sempre que pelo menos 20% das pessoas apresentavam esses sintomas.

Será que apenas o problema de diluição dos componentes danosos e a eliminação de fontes internas (se possível) são os responsáveis por problemas de IAQ (Indoor Air Quality)?

Desafortunadamente não. Trabalhos de Elia Sterling e Chris Collet mostram que em estudos realizados em 1363 edifícios no Canadá encontraram-se as seguintes causas de Síndrome de Edifício Doente, logo, qualidade inferior de ar interior: Os fatores que causam problemas de Síndrome do Edifício Doente podem ser agrupados em sete grandes grupos:

1 - Insuficiência de ar exterior: A Norma 62-1989 recomenda, pelo menos 15 cfm (25 m3/h) de ar exterior por pessoa para garantir o ponto 1 acima. Há casos em que, quando se passou de 5cfm (8,5 m3/h) por pessoa, o que era permitido pela norma anterior 1983 para 25/32 cfm (42 a 55 m3/h) num edifício na Califórnia, resultou em queda nas reclamações de 60 a 73% para 20 a 30% (Hicks-1984).

2 - Má distribuição de ar: Neste caso a distribuição deficiente não permite a renovação do ar exterior aos pontos onde é necessário. Um caso típico é o curto circuito entre insuflamento e exaustão ou má distribuição devido às divisórias que se foram criando. O uso de ampolas de fumaça inerte ou medidores de CO2 nas bocas de saída e nas zonas de trabalho são bons indicadores da distribuição do ar. O uso de difusores de alta indução pode ser um solução.

3 - Controle deficiente de temperatura: A colocação do termostato de controle em lugar errado pode ser uma causa de reclamações dos utilizadores.

4 - Projeto Inadequado: Tomada de ar exterior junto à rua, onde há concentrações excessivas de CO2, é um bom exemplo de projeto inadequado.

5 - Modificações inadequadas após construção: São mais freqüentes do que se pode imaginar. De novo, a introdução de divisórias em espaços projetados para ser salas amplas é um caso típico.

6 - A falta de manutenção apropriada: Pode conduzir a que fungos e bactérias apareçam em partes críticas das instalações e seguem depois, transportadas ao sistema. A manutenção inadequada dos filtros é outra fonte de problemas.

7 - Falta de compreensão do funcionamento do sistema: A não compreensão de como funciona o sistema pode levar a comandos incorretos no mesmo, fazendo com que se coloque em perigo toda sua performance. Há também o desenvolvimento de fatores psicológicos. Ambientes estressantes, com ruído alto, luzes ofuscantes, trabalhos estressantes, intensificam os problemas.

Trabalhos apresentados por Rohles Frederic - Kansas State University e Woods James + Morey Philip da Honeywell, mostram os seguintes fatores: Com temperaturas entre 23ºC e 26ºC, um aumento de 1ºC tem a mesma influência de 2,4 DECIPOL e aumento de nível de ruído de 3,9 db. Pode-se então dizer que a Qualidade do Ar Interior pode ser afetada por 4 grandes grupos de elementos responsáveis que descrevemos abaixo:

· Carpetes;

· Compostos voláteis orgânicos;

GRUPO I

- Contaminação interior.

· Concentração de formaldehido liberado por móveis, divisórias,

- Agentes de limpeza;

· Tabagismo;

· Plantas, terra onde estão plantadas, água nos vasos; · Ozônio resultante de motores elétricos, copiadoras, etc

· Contaminação transportada para dentro do ambiente por pessoas, em suas roupas, objetos, etc.

GRUPO II

- Contaminação exterior. É a contaminação trazida ao ambiente em estudo pela necessidade de ventilação/renovação do ar interior pelo ar exterior. O ar exterior, dependendo da sua captação e condição, pode apresentar-se com teores significativos de: · CO

- Monóxido de Carbono, CO2, Ozônio, Dióxido de Nitrogênio, Pb, Chumbo e fumaças em geral. Particulados (menores que 10 micra) Referência especial se faz ao RADON que aparece no interior dos edifícios, através de infiltração por fissuras de paredes e chão, especialmente importante em alguns países ou locais.

GRUPO III

- Contaminação no sistema de ar condicionado propriamente dito. O sistema de ar condicionado, sendo por si próprio e originalmente "inerte", pode tornar-se com o correr dos tempos, uma fonte importante de contaminação. Alguns pontos "fracos" dos sistema que devem merecer atenção especial são: UNIDADES DE TRATAMENTO DE AR

- Serpentinas de resfriamento e condensação, onde se podem localizar algas, fungos, poeiras... Bandejas de condensados, onde se podem localizar todos os poluentes anteriores. Nas bandejas, as quatro condições básicas para que os BIAEROSÓIS proliferem se encontram reunidas.

· Reservatório adequado (a própria bandeja) · Fonte de nutrientes (as poeiras e lodos que possam existir) · Amplificação e crescimento dos microorganismos (possíveis por haver água estagnada, nutrientes, temperatura adequada)

· Disseminação e Aerosolização da água contendo os microorganismos (efetuada pela passagem do ar pela água da bandeja)

· Uso de materiais fibrosos em contato direto com o ar, como elemento de isolamento térmico do condicionador.

DUTOS

- Já desde a fabricação e montagem, tradicionalmente no Brasil feita em obra, os dutos apresentam um grau de sujeira elevado desde o "Start-up" da instalação. Mesmo que tenham sido originalmente limpos e uma vez que os sistemas de filtragem não têm eficiência de 100%, algumas partículas aparecem ao fim de algum tempo, podendo ser encontrados fungos e outros microorganismos.

DISTRIBUIÇÃO DE AR

- A introdução de quantidade adequada de ar em um ambiente, com taxas de ar exterior apropriadas, não é garantia de que a efetividade de ventilação seja conseguida.

CURTO-CIRCUITOS DE AR

- Entre insuflamento e retorno;

DIVISÓRIAS

- Que impeçam circulação apropriada de ar;

DIFUSORES DE AR NÃO APROPRIADOS

- Ocasionando velocidade de ar acima dos valores recomendados (0,15 m/s na zona de ocupação), podem ser a causa de um sistema com qualidade de ar inadequado;

RENOVAÇÃO DE AR

- Importante, bem como a insuflência de um sistema. O estudo de renovação de ar é, desde logo, um ponto fraco em alguns sistemas. O que normalmente se faz é calcular a vazão de ar por sala e considerar como ar exterior e admitir na Tomada de Ar Exterior a soma das necessidades individuais por sala, acontecendo que, por exemplo, numa sala interior, a carga sensível seja baixa, logo, o ar insuflado tenha um valor baixo e, no entanto, seja um auditório com muitas pessoas. O problema se agrava ainda mais em sistemas de Volume de Ar Variável com regime de cargas parciais, se não forem tomadas as precauções adequadas. Soluções Recomendadas:

GRUPO I

·Eliminação tanto quanto possível das fontes internas; · Reservar área exclusiva para fumantes com exaustão independente;

· Controlar caso de agente de limpeza;

· Controlar "em casos especiais" a roupa que as pessoas usam, utilizar tapetes.

GRUPO II

·Exige-se antes de mais nada o reconhecimento do ar exterior a ser utilizado, se é apropriado ou não. Se o ar exterior não for próprio, precisa ser adequadamente tratado. O sistema de filtragem do ar exterior é então muito importante. Pode também acontecer que apenas em alguns períodos (ex.: horas de "Rush") o ar exterior seja impróprio. Nesse caso, uma redução da taxa de ar exterior durante esse tempo pode ser aconselhável.

Um problema que sempre aparece, é como garantir que a quantidade de ar exterior seja aquela adequada em cada sala de um dado sistema. Usualmente, soma-se a quantidade de ar requerida por sala e esse é o valor total de ar exterior introduzido. Como ele é uma porcentagem do ar total e como o ar insuflado em cada ambiente deve ser, efetivamente, proporcional ao calor sensível interno efetivo (ERSH), salas com alta carga latente, tais como bibliotecas, salas de reuniões, etc, terão fatalmente deficiência de taxa de ar exterior.

Filtragem IAQ: Um novo processo foi desenvolvido em dois passos que permite aos engenheiros de sistemas de ventilação projetar uma boa qualidade de ar. Isto se aplica a novas construções e também em reformas de sistemas de ventilação já existentes. Este novo método em dois passos pretende dar suporte e enriquecer os procedimentos contidos na ASHRAE STANDARD 62-89

Inclui uma seleção de filtros baseada no conceito de filtragem para proporcionar uma qualidade de ar equivalente a 100% de ar exterior, introduzido na norma. Os dois passos são:

· Determinar a quantidade de ar exterior necessário por pessoa para controlar os níveis de contaminantes apenas por diluição (isto é definido como 100% de ar exterior).

· Definir qual a porção dos 100% de ar exterior necessário pode ser satisfeita, usando sistema de filtragem. Necessidade do ar exterior.

Se o ar exterior poluído é trazido para dentro do edifício para fins de ventilação, isto deve efetivamente aumentar os níveis de contaminantes dentro da construção, então, uma primeira e importante consideração é a qualidade desejada de ar exterior. O National Ambient Air Quality Standard (NAAQS)2 publicado pela EPA, determinou os dois termos de limite, curto e longo, para seis poluentes: dióxido sulfúrico, partícula total, monóxido de carbono, ozono, dióxido de nitrogênio e chumbo. Estas normas são igualmente aplicáveis para o ar exterior e são encontradas no ASHRAE STANDARD 62-89.

Os níveis de ambiente destes poluentes individuais são bem monitorados e documentados pela EPA e agências ambientais e locais. Quando os níveis de ambiente locais não atendem à Norma 62-89, é exigido o tratamento do ar exterior. Sistema de Filtragem Os sistemas de filtragem a utilizar no ar exterior e no ar de recirculação passam a ter uma importância acentuada e deverão garantir: - estanqueidade perfeita entre estrutura de filtros e carcaça do condicionador, evitando fugas; - que as molduras padrão dos filtros a utilizar sejam apropriadas e que não haja também fugas de ar entre o elemento filtrante e a moldura do próprio filtro, assim como entre esta e a moldura padrão; - que a moldura própria do filtro seja, em casos especiais onde possa haver contaminação microbiana, em material plástico totalmente incinerável; - que a bolsa seja rígida. - Preferencialmente usar filtros bactericidas.

GRUPO III

- Contaminação no sistema de ar condicionado. Unidades de tratamento de ar Estando em discussão o potencial cancerígeno das fibras minerais feitas pela mão do homem "Man-Made-Mineral Fibers" (MMMF) e da dificuldade de limpeza do isolamento interior das unidades de tratamento de ar, seja do tipo "Fan-Coil", seja unidades "Self-Contained" que ficarão seguramente contaminadas quando da limpeza das serpentinas, as primeiras recomendações são:

- Recobrimento do isolamento com chapas galvanizadas, de alumínio ou aço inox, dependendo da aplicação de biocidas.

- Bandejas de recolhimento de condensados, obrigatoriamente em aço inox com fundo inclinado e ligação de esgoto em seu ponto mais baixo, garantindo escoamento total da água;

- Sifão com pelo menos 4" de coluna de água, atendendo as pressões altas em que muitos ventiladores trabalham;

- Dreno cego adicional permitindo esgotar água que eventualmente se acumule por limpeza da unidade;

- Ventiladores com carcaça desmontável, permitindo a limpeza interna do mesmo. Acionamento dos ventiladores por motor tipo rotor exterior, evitando polias e correias com seu desgaste e problemas inerentes;

- Umidificação, se necessária, feita por meio de vapor limpo e seco com tubo dispersor antes do estágio final de filtragem. Colocar bandeja de condensados idêntica à da serpentina;

- Filtragem - recomenda-se dois estágios de filtragem, sendo o filtro de retorno de ar, um filtro plano classe EU-4 que receba classificação no teste colorimétrico com eficiências: Gravimétrica 80 < Em < 95 e Colorimétrica > 30%, correspondente à classe B2 DIN 24185 parte 100 versão Fevereiro 1978;

- Filtro final - preferivelmente Filtro EU7 - Eficiência Gravimétrica > 98%, eficiência Colorimétrica 80 < Em < 90, eficiência para partículas de 1 micron 85 a 90%. Estes filtros deverão ser tipo bolsas, rígidos e se aconselha serem do tipo que receba tratamento artimicrobial com moldura plástica, ausência de partes metálicas, permitindo incineração total. A análise e determinação dos problemas deve seguir uma metodologia sistemática que compreenda:

- Verificação das condições climáticas locais, incluindo médias mensais de temperatura, umidade e precipitação.

- Obtenção dos projetos de arquitetura e engenharia para se entender o funcionamento dos sistemas de ventilação e ar condicionado.

- Inspeção local com os responsáveis pelo edifício, inspecionando os sistemas de filtragem, umidificação, distribuição de ar e casas de máquinas. Visitas aos interiores dos edifícios, visando identificar fontes de poluentes. Identificar causas potenciais (doenças pré-existentes, amostras, questionários).

- Verificar se o uso das salas é o projetado; - verificar localização dos AHU (Air Handling Units), difusores de insuflamento e retorno na área em estudo; - filtragem - 1º estágio 30% DS e um segundo filtro 85% DS são recomendados; - selagem AHU, entre a serpentina e ventilador;

- Verificar moldura, filtros e plano de troca; - verificar ventilador e correias (ferrugem, sujeira); - verificar dampers de ar exterior e abertura mínima; - verificar fungos. Alguns fungos onde aparecem problemas, e estudos efetuados, foram: - Fungos nas Tomadas de Ar Exterior - TAE, especialmente onde há umidificação tipo spray;

- Fungos nos dutos;

- "By-Pass" de ar nos filtros;

- Curto-circuito entre exaustão de ar e TAE por objeto deficiente;

- Análise dos climatizadores e bandejas de condensadores, verificando a evidência do aparecimento de lodo;

- Verificação do funcionamento de dampers motorizados e controles.

- Medição de partículas respiráveis, usando balança que meça partículas de 0,01 a 3,5 microns que indica eficiência de filtragem.

- Medição de níveis de CO2 com analisador de gases portátil com sensibilidade de 50 ppm que dá medida da eficiência dos sistemas de ventilação. Alguns autores e a norma 62-1989 recomendam usar o CO2 como parâmetro de qualidade do ar. Na verdade, ele só é representativo para a poluição gerada pelo corpo humano. Os CVO, formaldehido e PAHs, por exemplo, nada tem a ver com isso. Os PAHs (Polycidic Aeromatic Hidrocarbons) são cancerígenos.

- Medição de CO com detetor controlador de eletrólise potencial que dá uma medida da infiltração de produtos da combustão do exterior (gases de automóveis, por exemplo).

- Medição de temperatura com termopar calibrado e da umidade relativa com eletrodo capacitivo cromado para se ter uma idéia do nível de conforto.

- Nicotina suspensa no ar com bomba pessoal universal para amostras de fluxo, dando idéia da presença de tabaco.

- Compostos orgânicos, procurando detetar Benzeno, Tetrocloreto fr carbono, Tolueno, Xileno, Tricloretano.

- Contagem de micróbios em suspensão no ar, fungos e bactérias por meio de coletor centrífugo, revestido de Agar com incubação durante 48h, entre 30 e 35ºC ou impactador Anderson, dando idéia da contaminação microbiológica.

- Medição de formaldehido com formador de borbulhas à base de bisulfito de sódio, seguindo análise espectrofotométrica. São feitas duas medições de cada tipo. Surgiram meios de controlar e eliminar fontes e causas, melhor ventilação, manutenção preventiva, controle de fumo de tabaco, determinar atividades preventivas após trabalho, treinar o pessoal, fazer um "Follow up". Dentro da manutenção preventiva:

- Checar periodicamente o balanceamento do sistema, funcionamento dos controles, correias e ventiladores, posição dos dampers, integridade dos dutos;

- Substituir os filtros, quando necessário;

- Limpar os componentes do sistema regularmente (drenos, bandejas, partes úmidas);

- Eliminar fluxos de ar de zonas contaminadas para as de menor contaminação. Recomendações mínimas para evitar problemas.

- Garantir um mínimo de 15 cfm (25 m3/h) por bessca, de ar exterior, mesmo em regime de volume de ar variável. Com isto, odores de CO2 serão diluídos.

- Exigir manutenção adequada dos sistemas HVAC;

- Limpeza regular de bandejas e serpentinas;

- Substituição (limpeza) de filtros e verificação de que não há fugas entre filtros e estruturas;

- Utilização de filtros com eficiências mínimas garantidas em função da taxa de ar exterior, efetividade de ventilação e taxa de recirculação de ar por pessoa.

- Verificação corretiva e preventiva dos sistemas de controles e sensores;

- Limpeza adequada dos dutos;

- Manter sempre que possível uma temperatura da ordem de 23ºC.

- Garantir exaustão localizada de poluentes gerados internamente;

- Fumaça de cigarros em átrios de fumantes;

- Exaustão de máquinas de cópias tipo ozalide;

- Exaustão de capelas de fluxo laminar ou gabinetes de segurança biológica.

- Pressurizar docas de carga e descarga, evitando que o CO liberado por veículos entre no sistema HVAC, usando, por exemplo, cortinas de ar.

- Verificar se é adequada a localização de tomadas de ar no sistema HVAC.

- Evitar a utilização em plenos de retorno de ar condicionado de materiais que liberem fibras do tipo de fibras de vidro ou amianto.

- Limpeza de carpetes deve ser preocupação constante; - Evitar pratos com umidade embaixo de vasos com plantas ou xaxins;

- Evitar água estagnada em quaisquer circunstâncias;

- Manter a UR abaixo de 55%, sempre que não houver outras indicações específicas de projeto. A avaliação final ideal atende os valores dados por normas específicas, conforme tabela 5.

- Cfu - Unidades Formadas de Colônias. - Os fungos responsáveis por mais de 85% das enfermidades respiratórias, alérgicas, dentro do grupo de micróbios, pertencem às famílias "Cladosporium", "Pinicilium", "Aspergillus" e "Alternaria".

- Entre as bactérias se encontram os "Estafilococos", "Pseudomonas" e "Flavobacterias". Pode parecer que estão em campos opostos a qualidade do ar interior e a conservação de energia.

- Melhoria do sistema de filtragem;

- Recuperação de frio ou de calor;

- Melhoria dos sistemas de distribuição (uso de VAV); são medidas de conservação de energia. Trabalhos da empresa HBI, apresentados no CIAR em Cartagena de Índias

A análise de resultados mostra que há diferenças dependendo das condições locais. Na Espanha e Venezuela o clima é mais ameno, as taxas de renovação de ar são maiores e logo a diluição de compostos voláteis como ozono e fumaça de cigarros é maior. A importância dos filtros para a gama de partículas respiráveis é enorme, e, na maior parte dos casos analisados no estudo, é deficiente. A má instalação dos filtros têm um razoável fator de contribuição. A manutenção do sistema de filtragem é, então, crítica. O comissionamento, significando o processo correto e permanente de verificação da performance do edifício, bem como a operação do mesmo, são extremamente importantes para manter a qualidade do ar exterior e evitar problemas. O ASHRAE Standard Guideline 1 - 1989 (Guideline for Comissioning and HVAC Systems) é um excelente modelo de comissionamento.

A verificação das condições iniciais deve dar-se uma vez por ano. Algumas soluções práticas que ajudam a diminuir os problemas são: - colocar ciclo economizador que permita (condição boa do ar exterior) nas primeiras horas da manhã, 6:00 hs por exemplo, 100% de ar exterior. Às 8:00 hs volta o sistema normal. - Pedir a um ocupante de cada andar que registre regularmente, 2 ou 3 vezes ao dia sua opinião sobre a temperatura, umidade, grau de satisfação geral. Conclusão: o trabalho até aqui apresentado pode levar à conclusão simplista que o ar condicionado ajuda a trazer problemas para os edifícios. Isto só é verdade se o ar condicionado e ventilação não tiverem sido adequadamente projetados ou retrofitados e após isso, corretamente mantidos. Sabemos que sem o ar condicionado não há solução.

Como diluir ou eliminar os contaminantes se o ar condicionado?

Ventilação deficiente só é pior que nenhuma ventilação. Não controlar temperatura e umidade é impossível nos modernos edifícios, onde uma boa parte da área é interna. O que se quer é recomendar um tratamento correto do problema, bem como projetos com flexibilidade, de modo que as modificações e exigências futuras possam ser atendidas. Apesar de tudo, o HVAC pode chegar a ser responsável em até 75% das causas que ocasionam a Síndrome da Doença dos Edifícios. O Professor P.O. Fanger, da Universidade da Dinamarca, ciente de que as normas existentes não resolvem o problema de qualidade do ar, sugeriu uma nova metodologia, partindo do princípio do conhecimento de todas as fontes externas e internas e definindo a ventilação a partir da carga total e do nível de pureza desejado.

Assim, não só as pessoas (como na norma 62-1989), mas também carpetes, móveis, máquinas, etc., são considerados no cálculo, tal como é feito na carga térmica. O Prof. Fanger desenvolveu uma nova unidade, o DECIPOL que dá uma idéia da qualidade de ar percebida e permite comparar diferentes tipos de fontes de poluição. Conjuntamente, definiu Fanger, a unidade OLF que permite medir a quantidade de poluição das fontes. A unidade OLF é a poluição causada por uma pessoa normal. O DECIPOL é a qualidade de ar percebida em uma sala com poluição de 1 OLF, ventilada com 10 l/s, ou seja: 1 DECIPOL - 1/10 = 0,1 OLF/(l/s)

Quais as estratégias a se adotar para ter um edifício saudável?

- Estabelecer critérios de performance.

- Comunicação e trabalho conjunto entre envolvidos. - Gerenciamento apropriado e planejamento dos projetos de construção.

- Qualidade assegurada em todos os aspectos do edifício, bem como operação. Aspectos importantes Arquitetura

- Planejamento correto de espaços e flexibilidade; - separar áreas de geração de contaminantes das áreas de produção. Cuidados para com o sistema de HVAC:

- Níveis de conforto térmico, ruído e vibração, níveis de ventilação, níveis de contaminantes, de acordo com as normas;

- Análise cuidadosa da capacidade da serpentina (frio) e desumificação em toda a faixa de trabalho;

- Filtragem adequada. Se eficiência > 80% "Dust Spot" OK;

- Remova contaminantes gasosos;

- Fan-Coils devem poder se limpos internamente com água;

- Controle as bandejas e sifões;

- Dutos isolados externamente e selados;

- Difusores corretamente selecionados para evitar correntes de ar e de alta indução;

- Controles são fundamentais para operação correta. Monitorar além de T e U pressurização, qualidade do ar;

- Comissionamento de acordo com instruções ASHRAE;

- Operação e manutenção são absolutamente essenciais. Conclusão Não se pretende obviamente com este trabalho esgotar o tema IAQ, mas apenas contribuir com dados úteis aos que limitam neste setor. O tema, por importante, não cabe nas poucas páginas deste trabalho que quer ser mais um alerta e despertar de interesse um "tratado" sobre o IAQ. A evolução dos conceitos é rápido e quem se interessar terá que estar atento ao que venha a ser publicado.

A Proquim, empresa conhecida no mercado pela sua postura de preocupação tecnológica, estará atenta para levar a todos o que de mais atual possa existir sobre o assunto.

Nota: Os valores de eficiência dos filtros para diversos tamanhos de partículas têm sido motivo de estudo e controvérsia. Recentemente estudos efetuados na Europa indicam que a eficiência que o filtro apresenta, quando já carregado com poeira e um --- de 300 Pa para partículas de 0,4 micron, correspondente a eficiência colorimétrica. É isso também o que, de certo modo, a tabela 4 mostra na eficiência final para partículas de 0,3 micron. Está em discussão nos EUA um projeto de norma que tenta classificar filtros finos, por tamanho de partícula. Norma 52.2P, usando como poluente o cloreto de potássio para o tamanho de partícula e 'carregando' o filtro com poeira sintética normalizada. Esta norma não se destina a substituir a 52.1 existente, mas apenas a definir outro critério de classificação.

Este trabalho foi pesquisado e desenvolvido pelo departamento de Engenharia de Ar Condicionado da Proquim Química Industrial Ltda, com o intuito de orientar, treinar e mostrar, experiência e conhecimentos adquiridos. Nos colocamos ao inteiro dispor ao que se fizer necessário.

Normas ABNT de Segurança (Gerador de Vapor)
Dicas de Segurança (Gerador de Vapor).
Limpeza de Dutos de Ar Condicionado